Ao meu mestre, com carinho

Hoje, as palavras são dirigidas ao meu Si Fu. Falar do mestre Julio Camacho é, ao mesmo tempo, simples e complicado, porque estamos diante de um ponto fora da curva, alguém que não se acomoda diante das adversidades que as circunstâncias lhe impõe. Seria fácil e cômodo permanecer e desfrutar das suas conquistas, mas para o Si Fu, continuar caminhando não é uma questão de escolha, é parte da sua essência empreendedora. Uma das coisas que mais admiro nele é a sua observação. Quando você pensa que ele não está reparando, ele está. Sempre está. E isso é uma das características mais importantes de um líder de família.

Eu me lembro da primeira conversa em particular com o Si Fu, após entrar para a família. Antes disso acontecer, eu ficava meio reticente de procurá-lo, talvez por excesso de timidez ou falta de jeito (ou os dois). Foi então que, com uma ajudinha do Si Hing André Almeida, essa conversa aconteceu.

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Café da manhã com Si Fu, em novembro de 2017, quando recebi o convite para ingressar à família.

Foi nessa conversa que, dentre tantos assuntos, ele me perguntou se eu conhecia a “lógica do camelo”. Eu disse que não, mas sabia que o camelo era um animal resistente, porque vivia no deserto. Foi então que ele me explicou. O camelo é um animal muito forte e resistente, mais até que o cavalo, porém não era usado para as guerras, por um motivo: o camelo não sabe parar, ele vai até o esgotamento das suas forças e, quando menos se espera o camelo para e cai morto. Isso não acontece com o cavalo que dá sinais de cansaço, para, depois continua. A lógica do camelo, então, consiste em trabalhar até ficar extenuado, para além dos seus limites físicos e, de repente, sucumbir ‘morto’. Aquilo era pra mim, Si Fu estava falando sobre mim. Eu sou o camelo! E foi nesse ponto que Si Fu me disse que dentro do Ving Tsun iríamos trabalhar isso, para aproveitar o máximo desse meu potencial e que parar e pedir ajuda é importante também.

O que me impressionou, depois dessa conversa, é que ele realmente estava observando, atento a mim, mesmo com pouco contato. Embora tenhamos um curto tempo de calendário na convivência, parece que somos conhecidos de uma longa trajetória. Cada membro da família Moy Jo Lei Ou tem a sensação de ser único, especial, sob o olhar atento do nosso mestre. E isso é fascinante!

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Primeira foto Si To, março de 2018.

Ainda tenho muito a aprender e vivenciar com o Si Fu; estamos num processo de construção dessa relação Si Fu/Todai, para uma vida Kung Fu. Mas, se tem alguma palavra que seja mais adequada para o que foi vivido até o momento, essa seria Gratidão. Aqui, no sentido mais amplo, remontando a sua origem – do latim gratus, traduzido literalmente como “agradável”. Estar com o Si Fu é mais que ser agraciado, é partilhar de momentos únicos e agradáveis. Sigamos juntos!

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