Vazios

Quando fechei a porta do núcleo Barra, na última sexta-feira, junto com Carmen Maris, Fernando Xavier, Claudio Teixeira e Rafael Machado, meus irmãos Kung Fu, o sentimento era de encerramento de um ciclo. Mas, de forma alguma, isso é negativo. Longe disso.

Carmen, Rafael e Fernando cuidando dos últimos detalhes para a entrega do imóvel

A sala vazia me trouxe reflexões. Nesse momento, é necessária essa tomada de decisão por parte da nossa família. Dentro desse processo decisivo, o retorno positivo e o engajamento dos membros são demonstrativos de que “seguir juntos”, mais que uma proposição, é uma efetivação. Pode parecer estranho, mas o vazio de não termos um lugar físico, temporariamente, gera um potencial infinito de se reinventar. Isso é Kung Fu.

De fato, muitas felicidades foram vividas ali e isso a memória fará sua parte em mantê-las em nossas mentes e corações. E outras lembranças serão construídas num outro lugar, num novo capítulo da Família Moy Jo Lei Ou.

Apresentação do núcleo Barra, ainda em reforma, à Família MJLO, em dezembro de 2017

Lembro de quando meu Si Fu, mestre Julio Camacho, explicou sobre a logo da nossa família. A presença de um vazio no meio da flor, da nossa moy fa, simboliza essa necessidade de termos um vazio, que carrega o potencial de ser preenchido. E cabe a nós, discípulos e membros, fluir e agir para mantermos tudo a contento.

Saibamos aproveitar a experiência da maneira mais estratégica, esvaziando nossas mentes e corações de temores ou vaidades, diminuindo o Nin Tau.

Mais que sempre, sigamos juntos!

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