Autenticidade

“Always be yourself, express yourself, have faith in yourself.”

Bruce Lee

 

Ser você mesmo. Uma resolução simples. Parece fácil, não? Contudo, requer mais esforço do que se supõe, ainda mais diante da complexidade social e psíquica em que vivemos atualmente.

Convencionamos o uso de múltiplas “máscaras” perante os outros. Para cada situação, um”eu” diferente sai para uma espécie de teatralização; mas, a que ponto deixamos de ser nós mesmos dentro desse processo? Claro que necessitamos do outro para construirmos a nossa humanidade. Mas a alteridade não pode suprimir a autenticidade.

Ser autêntico traz muitos desconfortos. Inúmeros. Todo desenvolvimento requer incômodo. Tornar insignificante nossos desejos, a ponto deixarmos a energia fluir sem impedimentos, é um longo processo. Muitas vezes, somos confrontados aspectos bastante negativos da nossa essência e, por isso, a vontade de desistir é frequente.

A nossa tendência é sermos ou objeto, ou sujeito do desejo manipulatório, que se caracteriza pela imposição da vontade (o tal “forçar a barra”), em detrimento do cenário que está a nossa volta. Portanto, ser autêntico implica em, mesmo diante do outro, não se perder, não se permitir ser usado.

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Meu Si Fu, com frequência, nos apresenta a importância de sermos nós mesmos. A busca pela autenticidade é um dos pilares do Sistema Ving Tsun.

Disso tudo, tratei de arte marcial. Mas, poderia ser sobre a vida, pois, como dizia o Si Taai Gung, Patriarca Moy Yat: “O que é Kung Fu? É vida. E o que é a vida? Vida é tudo”.

Autentique-se!

 

Um comentário sobre “Autenticidade”

  1. Ótimo texto para refletir. Me leva a pensar em dois tipos de comportamento. O primeiro denota imprevisibilidade e o outro previsibilidade. Mas não seria aquele considerado imprevisível, previsível por não se deixar afetar pela alteridade e, por conseguinte, mantem-se fiel ao seu autêntico “eu”? Afinal quem está acostumado a conviver com alguém assim já pensa qual será o curso de ação do dito imprevisível. Em contrapartida, chega o momento em que você se pega imaginando – e se essa simples pessoa, esse ser sistemático, essa criatura de hábitos tidos como imutáveis, agir de forma imprevisível um dia? Até que age e, devido a alternância, à sua maneira, passa a ser considerado imprevisível até que se torne previsível novamente.

    Dado certo nível de envolvimento social, não seríamos todos previsíveis até quando somos imprevisíveis, mas não aos olhos de todos? Sermos nós mesmos nos torna, de fato, previsíveis?

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